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Jakelyne Oliveira - miss Brasil 2013 |
Nos últimos dias, por inúmeras vezes, se viu e ouviu comentários fazendo um
malfadado paralelo entre as misses Jakelyne e Bodine, do Brasil e Porto
Rico, respectivamente.
A razão para tal despautério é o suposto favoritismo da atual miss Brasil no miss Universo 2013
e o então favoritismo da portorriquenha no miss Universo 2012 – ambas detentoras de corpos esculturais.
Esta não obteve classificação em 2012, e a
atuação daquela só ficará passível de análise a partir de 09 de novembro,
próximo.
Bodine
Koehler, de fato
fora cotada como favorita àquela ocasião, e não diferente de muitas outras,
não obteve aprovação satisfatória que
a fizesse figurar entre as semifinalistas. Para muitos, uma decepção, para
outros, uma desclassificação esperada ou
senão, merecida – dada a atuação
da moça.
Ainda queremos crer que, em um evento de beleza se deva prezar por ela – a beleza – e aqui
nos referimos ao “ser belo” em todas as suas possíveis nunces.
Logo, não basta ostentarmos um belo corpo, ou bela face para sermos percebidos
como belos. É necessário que muitos
outros atributos que se convirjam à beleza plena sejam percebidos e mais
importantes, se façam perceber.
Antes da concentração para o desfecho do miss
Universo 2012, as candidatas foram
surgindo envoltas em suas diferenças costumeiras, linguísticas, etc. A miss
Porto Rico, consciente dos atributos
físicos, procurou, em todas as aparições consistentes, exaltá-los. Tudo,
aparentemente, dentro do esperado até a apresentação do traje típico – que viria ratificar a tese de muitos acerca
do apelo às curvas corporais.
De
uma doce menina no desabrochar dos seus 18 anos,
apresentando dotes musicais e talento ao piano, passou à mulher fatal disposta a subir ao pódio a qualquer custo. Não funcionou.
Usando
um tapa-sexo disfarçado de traje-típico, a bela jovem arrebatou olhares;
alguns admirados diante da plástica corporal outros estupefatos pela ousadia inconveniente. Deslizou sobre o palco
gélido semi-nua e afastou para longe
qualquer possibilidade de sucesso no certame.
Muitos adeptos
do imediatismo fizeram-se atônitos em virtude da preterição da
ninfeta-sexy, todavia, a coerência racional dos jurados aferiu pros e contras
e, concluíram pelo ato mais provável:
a indumentária seria bem-vinda caso
fosse apresentada em bailes carnavalescos. Em certames de beleza e mais,
representando um estilo de mulher, a
fantasia tornou-se em inapropriada.
Assim, é
possível afirmar que fora esse o motivo do insucesso da jovem? Não, não
podemos. Menos ainda, é possível
atribuir derrota à miss Brasil 2013, mesmo antes do início da competição – é leviano.
Jaqueline Oliveira – a miss Brasil 2013 – já com larga experiência apesar de seus 20
anos de idade, até aqui, não demonstrou
vencer os certames que concorreu, explorando sua sexualidade ou
sensualidade-elevada-a-milésima-potência. Portanto, compará-las enquanto atletas-de-palco, é de uma grosseria sem precedentes.
Uma árvore chamada BRASIL! |
E por falar em árvore – OLIVeira – vale lembrar que para sabermos se uma madeira é de lei,
não é necessário cortá-la para aferir o seu âmago. A própria composição externa deve certificar a espécie, do
contrário, é falsa.
Nesse contexto, a bela miss Brasil é legítima e pode vir a ser a próxima miss Universo
por mérito e competência (tal como as demais que lá estão a competir); mas em “nosso”
caso, a própria faixa que a candidata
brasileira ostenta reflete a procedência de Madeira de Lei – Brasil
– o Pau-Brasil, ou Ibirapitanga (madeira-vermelha), em língua indígena.
Somos iguais em concepção e, felizmente, diferentes em conduta. Ter traços semelhantes é aceitável, mas essa semelhança não implica as mesmas atitudes ou
postura às avessas.
Ser cantada em prosa
e verso não desmerece ninguém e mesmo que a vitória-maior não venha, o brilho de quem o tem não diminui. Com
Bodine, o apelo sensual-ao-extremo não
funcionou para a organização do miss Universo, mas isso não significa que
não o tenha; com Jakelyne, um bom
começo seria não atrelar a sua imagem ímpar às derrotas de concorrentes do passado.
Como miss Universo ou não, cada uma tem o seu valor. Já mensurá-los...
– não temos ou dispomos de talento para tanto.
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