É pouco provável que
alguém embarque numa aeronave contando
como evento futuro e certo, a sua queda. É pouco provável, não impossível. Há duas possibilidades latentes e
de fácil percepção: 1) radicais suicidas ao extremo; 2) portadores de
transtornos mentais em estado terminal irreversível.
Felizmente, na aeronave-miss’ológica brasileira o mal que a muitos acomete não provoca males tão graves quanto aqueles citados na introdução. Quando muito afetam, não perpassam meia dúzia.
Felizmente, na aeronave-miss’ológica brasileira o mal que a muitos acomete não provoca males tão graves quanto aqueles citados na introdução. Quando muito afetam, não perpassam meia dúzia.
Atentos aos acontecimentos no curso dos anos distinguem-se com propriedade cristalina, os
“suicidas” errantes a vagar na atmosfera
da competição e da beleza. Frise-se, tal percepção não está restrita ao
público-alvo-brasileiro. Atitudes assim
ocorrem com certa frequência e naturalidade, embora seja inviável considera-las
normais.
Todos os anos, mormente nos últimos três, tão logo tem
início a participação de um(a) brasileiro(a) em competição internacional, vem a turma “suicida” – aquela da parte
pós introdutória – a prever os mais
absurdos resultados, embasados em mini-teses infundadas ou até mesmo baseadas
em coisa nenhuma. Apontam erros e defeitos que na grande maioria dos casos
inexistem, induzidos pelo apego e
valorização que costumam atribuir àquilo que não é seu – e aqui vale o dito
popular: a grama do vizinho é sempre mais verdejante.
Gabriela - criticada - brilhou no MU12 |
Não que a grama do vizinho não seja verde ou que a “nossa” grama tenha que ser considerada
mais verde ainda que não a reguemos. O
verdadeiro prazer deveria estar em observar e valorar o que é nosso e o que não
é desde que se tenha de fato valor; ou seja, proporcionar o valor que cada
um faz jus, com imparcialidade.
Em relação as misses
brasileiras ocorrem algumas
discrepâncias ou até mesmo exageros. É bem verdade que, por anos a fio, engolimos à seco amargas derrotas em um
ambiente extremamente propício às vitórias. Todavia, nem por isso deve-se
fazer das criticas uma atividade linear que atinja a todos sem distinção. Tornarmo-nos céticos devido aos dissabores
do passado é o mesmo que preservar esses erros em um ciclo de proliferação infinito. E o apoio a uma candidata,
quando ela surge aos holofotes por força do merecimento, é um dever quase incondicional – “quase”, porque dentro dos limites
de cada um.
Temos observado, em especial, em fóruns de discussão, que os
maiores críticos das nossas candidatas somos nós mesmos – os brasileiros.
Isso é positivo, mas em muitas falas, sente-se
o peso do rancor, da ironia, do “vamos ser contra” – e isso é péssimo.
É imprescindível apontar
os erros quando julgamos existentes. E
não menos importante é o apoio, a despeito de nossas origens, nossa cor ou o
Estado que representamos.
Nesses dias e até dia 09
de novembro, os brasileiros serão personificados
pela beleza singular da jovem Jakelyne Oliveira no Miss Universo. Isso,
tanto é motivo de orgulho à Nação, como perfaz
uma responsabilidade amazônica disposta nas mãos de uma mulher tão jovem e
tão segura de si.
Poucos são aqueles que
já em tão tenra idade, abraçam responsabilidades
e demonstram tamanha segurança diante de um feito tão abrangente; poucos
são aqueles que postos em seu lugar conseguiriam manter o equilíbrio, as
emoções; poucos são perseverantes e
fortes o bastante para acalentar sonhos e torná-los reais em nome próprio e
em nome da coletividade.
Portanto – tecer críticas é aceitável –
entretanto, querer afundar os sonhos
alheios, provocando a instabilidade emocional (em muitos, controlada e
adormecida) é atitude de fracos; é demasiada
frustração oriunda da incompetência em administrar os anseios próprios.
Turbulências
existem. Sempre existirão. E a mercê estaremos todos – mesmo aqueles que a provocaram poderão,
cedo ou tarde, ser engolidos.
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Jakelyne - Miss Brasil 2013 |
A
miss Brasil 2013, enquanto “avião brasileiro”, decolou e pousou com segurança no campo do miss Universo. E para
quem já enfrentou batalhas desde cedo, não serão comentários maldosos e,
implicitamente depreciativos, que a tornará fraca ao ponto de não se sustentar.
Dentre as misses do Brasil-recente, esta certamente marcará presença em seção
solene, acomodada na primeira fileira.
Enquanto espectador e compatriota resta-nos desejar
Boa Sorte como miss Brasil, como candidata a miss Universo, como miss Universo (caso venha a
converter-se em tal) e principalmente, muito Boa Sorte como profissional e como pessoa.
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