Jakelyne - Miss Brasil 2013* |
A cada
realização de um concurso de ponta, como é o Miss Universo, uma discussão se renova: falar outros
idiomas, especialmente o Inglês é, de fato, necessário para uma miss obter
êxito em um certame internacional? A
resposta é sim e não.
Sim,
porque um segundo idioma pode (sim) abrir portas; nos faz trilhar novos caminhos com mais desenvoltura e segurança;
um segundo idioma, especialmente o Inglês, nos
permite uma comunicação abrangente quando se está em um meio onde o próprio
predomina.
Por outro lado, o não também se adequa como resposta ao questionamento introdutório. A comunicação para se fazer perceptiva não
carece única e exclusivamente da língua falada. E ainda, em certame
Internacional de beleza, o que se
valoriza é exatamente a distinção
entre pessoas e suas culturas, credos, costumes, e porque não, diferentes
idiomas.
Por que
aceitariam delegações do mundo inteiro se houvesse a obrigatoriedade de
aprender o idioma “a” ou “b” para se ter uma mera expectativa de êxito? Aí
não seria um concurso Internacional – entre
Nações.
MU/2007 - A confiança (inclusiva) ao falar rendeu o título. |
O grande
diferencial em uma aspirante ao título máximo (a beleza aqui faz parte do "pacote", visto que subentende-se todas belas) é a capacidade que esta desenvolve à sobressair-se com esmero diante de
situações diversas e adversas, em um
ambiente, até certo ponto, inóspito.
A mensagem que uma pessoa deseja passar, em idioma
nativo, sempre virá imbuído em maestria
e verdade; Lá no outro polo, em idioma estrangeiro, a mesma segurança poderá vir a converter-se em desastre, caso se
queira atropelar os próprios limites.
Concursos de
renome sempre disponibilizam tradutores para auxiliar o espectador a
entender em palavras a mensagem da concursante. Todavia, de nada adiantará um intérprete se a candidata, ao ser questionada, não
demonstrar firmeza e sincronia dos gestos com a sonoridade da voz.
O miss Universo, em sua página na Internet, dispensou
o tópico “idioma”. Isso reflete um avanço significativo, desse que ainda se
mantém como o de maior prestígio. Recentemente,
uma pergunta sobre a necessidade de falar idiomas distintos (no caso o
Inglês) fora elaborada a uma das finalistas do concurso em 2012, que de forma
certeira rebateu, deixando claro que o
papel de uma miss Universo é além-fronteiras – e que o idioma não deve ser,
e não é, uma barreira
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... e quem nunca se sentiu assim? |
Quem de fato é o
vilão nos concursos de beleza é a insegurança, o medo, advindos do despreparo
emocional das candidatas. Todas muito jovens e pouquíssimas recebem um tratamento diferenciado à lidar com o
grande público quando chegar a hora.
Nestes dias, e até o dia 09 de novembro – finalíssima do Miss Universo 2013 – os
amantes desses certames estarão atentos
a todas as nuances que ocorrem em Moscou e como não poderia ser diferente,
muitos criticam a miss Brasil 2013 por não ter fluência em Inglês – não o suficiente para contestar os jurados.
Como dissemos, nem de longe, esse é
o maior problema de uma candidata a miss Universo, seja ela brasileira ou não.
Quem ditará as regras será aquela que (em tese) convencer os julgadores de que é a mais
capacitada para ostentar o título. Outrossim, não sejamos ingênuos ao ponto de imaginar que tudo deva ocorrer
dentro de parâmetros sadios. Em todo negócio há lobys e negociatas e os concursos também são Um Negócio.
Portanto, amar e torcer é o dever do apaixonado, mas a prudência é vital. Já, ter fluência em Língua Inglesa...
*Fonte/Foto: missuniverse.com
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