| Já cortamos, não adianta costurar - vamos dividi-lo? |
20 de dezembro de 2015, entrou para a história do mundo-paralelo*. Tinha
tudo para ser um dos mais belos eventos já realizados pela organização,
incluindo aí, o cenário, a disposição de palco, os ângulos buscados pelas
câmeras, a apresentação artística a contento... Em contrapartida, o
apresentador já começava mal, saindo-se com piadas indecorosas, impróprias ao
evento, mas perdoáveis.
Fato é, também, que o concurso começou a ficar obscuro no instante em que foi oficializada a participação do público como um dos cinco jurados da grande final. Informação dada já nos últimos dias do confinamento das aspirantes. Ora, quem conhece as entranhas do mundo-dos-concursos já desconfiava quem seria a provável vencedora; a agraciada com aferição de desempenho, alavancado pelo voto popular. A candidata das Filipinas, sairia na frente, fosse qual fosse as notas aferidas pelos jurados da bancada ou a capacidade da candidata no palco.
Fato é, também, que o concurso começou a ficar obscuro no instante em que foi oficializada a participação do público como um dos cinco jurados da grande final. Informação dada já nos últimos dias do confinamento das aspirantes. Ora, quem conhece as entranhas do mundo-dos-concursos já desconfiava quem seria a provável vencedora; a agraciada com aferição de desempenho, alavancado pelo voto popular. A candidata das Filipinas, sairia na frente, fosse qual fosse as notas aferidas pelos jurados da bancada ou a capacidade da candidata no palco.
Ato contínuo. O resultado do fanatismo filipino se fez presente logo nos primeiros minutos e o sítio da organização na internet caiu, saiu do ar por contingência de acessos, não só dos filipinos, mas, principalmente deles. A representante daquele país, a partir de então passaria a todas as fases seguintes pelo impulso dos votos dos compatriotas. Nesses termos, a candidata das Filipinas, devido às mudanças de regras de última hora, estaria predestinada a sagrar-se a vencedora, como, de fato, aconteceu.
Mas, ainda não era o fim!
| Um título - duas misses, eis o impasse! |
Colômbia, miraculosamente alçada ao top2, aguardava, também ansiosa pelo
anúncio e eis que veio o resultado consagrando o bicampeonato da latina de
corpo sarado e passarela truncada, contudo ousada e ar de presunçosa. A emoção
não foi generalizada apenas por conquistar o título máximo; adiciona-se aí o
fato da Colômbia receber o título da Colômbia; ou, da Colômbia anteceder a
Colômbia, tal como aconteceu com a Venezuela em 2008 e 2009.
As misses, timidamente, já congratulavam-se, e, de repente percebeu-se que algo de tenebroso
pairava no ambiente. A vencedora colombiana prostrou-se, depois de alguns
instantes no centro do palco e de lá, já não acenava tão efusivamente,
empunhando a bandeirola de sua nação, dada por um fã na plateia no momento do
anúncio. Instantes depois, o mestre de cerimônia, curvado por explícita
vergonha, rumou desconcertado ao encontro da jovem que ainda mantinha-se no
posto recém-conquistado. De início pensou-se que iria cumprimentá-la ou
proceder a primeira entrevista. Ledo engano!
A antecessora, também colombiana voltara ao palco, desconcertada com a
cruel missão de destituir sua conterrânea, coroada minutos antes, e transferir
o título àquela que de fato, fora a escolhida pelo voto popular asiático, em
massa. Razões óbvias. Seguiu-se o desespero e pranto da jovem colombiana
frustrada em suas expectativas e sonhos e acalentada pelas colegas em pleno
palco. Aqui, a nova soberana já não era vista pelas outras participantes.
O que se há de fazer em um momento desses a não ser tentar reparar o erro
como fora feito tão logo percebido?
O que é verdade e o que é mentira, a partir desse fatídico 2015?
É imperativo que se entenda que houve um erro, que culminou em prejuízo, e que não é sensato fechar os olhos à atitude correta e ética tomada pelo apresentador, no momento em que percebeu o fato. Foi um ato premeditado? Não podemos afirmar. Fato é, também, que poderia ele ter deixado correr e a organização fazer os reparos em momento posterior, no entanto, não amenizaria as frustrações causadas. A possibilidade de esconder o resultado, nem cogitamos, portanto.
Assim presenciamos o maior vexame que se tem notícia, em um certame do
porte do Miss Universo, que embora, parcialmente sanado, ainda será tema de muito debate,
mundo afora e Ariadna Gutierrez, da Colômbia, entrou para a história como a
miss Universo detentora do mais curto “reinado” de todos os tempos.
Claro está: público assiste, prestigia e torce. Público NÃO VOTA em eleição
de Miss Universo. E, caso se mantenha essa diretriz torta, teremos, seguramente
uma sucessão de mulheres filipinas eleitas MU. O que, de pronto, não causou a "tragédia", mas contribuiu e, não fosse tal direcionamento, o resultado, seguramente, seria outro.
Lição nº 01: rasguem a cartilha com as instruções que elevou ao trono a
soberana universal 2015.
* concursos de beleza
Nenhum comentário:
Postar um comentário