quarta-feira, 24 de abril de 2013

Quem conhece as trincheiras da luta constante tem apreço à menor das conquistas.

Certo dia, ao assistir (e comentar) a um vídeo na internet, postado por uma colega em sua página do "feice buque", fui taxado de comunista-radical, socialista-e-Che Guevara. Disse a tal colega que eu seria mais um “antiamericano” nesse mundo doido.

Que viagem, dessa dona! pensei.

O vídeo trazia uma mensagem impregnada de paz bucólica, amistosa e absoluta. Passava por lugares reais, mas com imagens lúdicas e inspiradoras de contemplação e fraternidade. E a mensagem mais latente era apregoar que para sermos essencialmente felizes não necessitávamos de bens materiais, especialmente, de dinheiro. Todo aquele sonho era possível alcançar, independentemente da competição por “status” e dinheiro.

O grande pecado que tornou-me comunista-radical na concepção da tal colega, foi ter indagado o seguinte: é muita hipocrisia um cidadão nova-iorquino (o vídeo traz cenas dessa cidade), norte-americano de classe alta, usuário de todas as regalias possíveis, viajado, com acesso a uma educação decente, alheio às provações das necessidades mais básicas vir pregar aos quatro ventos que as demais pessoas devam conter-se ante uma ideologia setorial de que dinheiro não traz felicidade. Logo quem tanto pratica o protecionismo e ama o poder como poucos!

Aqueles que já têm recursos podem tê-los e aqueles que não os têm e que lutam por dias melhores devem abster-se porque dinheiro não é tudo, não é bom. A mensagem é implícita, mas é isso que tentar passar, de maneira sutil e florida. É uma atitude de puro e absurdo marketing, e se agrava por vir de um país globalizado e capitalista, um dos berços da democracia moderna, que prima por fazer valer as teorias do Contrato Social. Devemos nos ater que isso reflete apenas o pensamento de alguns, embora haja pessoas que recebam tais mensagens como verdade absoluta – foi o caso da tal colega.

Grosso modo, o lema da publicidade é vender um produto mesmo que o produto esteja envolto numa imagem bela e que ali esconda o perigo. Em contrapartida, não podemos apontar tais perigos ou corremos o risco de sermos rotulados de radicais, antiquados.

Tomemos como exemplo uma propaganda de margarina. Nelas são apresentadas famílias felizes; pais esbeltos e filhos branquinhos de olhos azuis, café da manhã ensolarado onde até o cachorro participa. E sobre a mesa o pote de margarina, que além de promover a felicidade da família, contribui para o entupimento das artérias e engorda aqueles que abusam da sua composição. Mas disso não podemos falar. Idem a propaganda. Apontar o lado podre de certas atitudes  é o mesmo que filiar-se ao radicalismo bárbaro, na concepção de alguns.

Dinheiro, por certo não nos torna mais ou menos felizes, todavia, a falta de recursos para o sustento é um mal que assola as sociedades e ceifa vidas. Um homem sem ambições é um ser fadado ao marasmo e as obsessões.

Abdicar do direito que cada um tem de buscar melhoras constantes é uma tolice, ademais não existe uma fórmula da felicidade. Isso quer dizer que, cada um deve buscar a felicidade da maneira que lhe convir, abstendo-se de alienar-se a filmes surreais que retratam um mundo perfeito, mas utópico demais para ser vivido.

Construir um ambiente sadio deve ser a base. A base individual de cada um, pois aquilo que torna feliz uma pessoa em particular, pode não perfazer o mesmo efeito a outra. Em suma, cada um deve gastar aquilo que tem nunca além dos limites necessários. E isso não é avareza ou radicalismo. É simplesmente segurança financeira, pois quem pouco poupa hoje, terá subsídios amanhã, se advir o inverno violento e duradouro. A natureza é assim, o problemas é que muitos seres, ditos humanos, se comportam como se não fizessem parte dela.

Da mesma forma que não é prudente esbanjar aquilo que não dispomos, não devemos dispor além do necessário só para demonstrar que não somos eternos.

De fato não somos eternos, mesmo assim nutrimos a esperança de que amanhã ainda estaremos aqui. Então, por que raios devemos torrar tudo hoje?

terça-feira, 23 de abril de 2013

A descoberta do Universo (paralelo)

Até pouco tempo eu imaginei a existência de apenas 01 (uma) miss Brasil. Isto porque nós, o grande público, não somos informados de forma mínima sobre o tema. Recordo-me de um certo dia em que vi uma moça (que nem sequer lembro de quem se trata hoje, menos ainda, naquela feita) com a faixa de miss Brasil; fiquei meio indeciso e questionei em silêncio: mas afinal, quantas misses Brasil temos? Isso porque antes havia visto outra jovem, também se dizendo miss Brasil daquele mesmo ano. Foi uma dúvida repentina que desintegrou-se em seguida, como acontece com todos aqueles que continuam a não compreender nada desse universo hoje em dia.

Em outra feita, acidentalmente, vi uma entrevista com outra enfaixada e, mais atento, descobri que tinha numa das faixas a palavra “mundo” que também não me disse absolutamente nada.

Priscila Meirelles - miss Earth 2004
Já em 2004 a miss Brasil venceu um certame máximo – que até nossos dias quase não se sabe do feito. Fora anunciada num desses programas de domingo pouco ou nada instrutivos... aí fiquei mais perturbado ainda, pois havia lido em algum portal na Internet que a Miss Universo era Australiana.

A vencedora daquele ano foi a Meireles (miss Terra 2004)... mas, para mim ela não era a Miss Brasil, ao menos não era a mesma que fora ao miss Universo. E se uma australiana havia sagrado-se vencedora, não estaria certo apresentar a brasileira como a eleita. Misturou-se tudo e vaguei na penumbra, desgovernado.

Continuei na ignorância, acreditem, até 2007, quando do segundo lugar de Natália Guimarães, no miss Universo. Disseram naquele famigerado programa dominical da Globo que a miss Brasil havia perdido o título para uma japonesa, meio desprovida de beleza. Daí, já totalmente familiarizado com a internet, comecei a procurar fotos, fatos e vídeos que me esclarecessem as ideias, mormente no que se referia a quantidade de misses existentes – para mim só havia uma, aliás, duas: Martha Rocha e Vera Fischer; e caso ainda houvesse eleição de miss contemporânea, somente haveríamos de ter 01 (uma), tal como a seleção de futebol; ou 01 (uma) a cada ano. Naquela feita, nem parei para pensar que também tínhamos uma seleção de vôlei, de Basquete, de Ginástica, de Natação e por aí vai... por que não poderíamos ter modalidades de misses também?

Larissa Ramos - miss Earth 2009
Daí, fui procurar o mundo-paralelo e as tais modalidades; o encontrei, embora não tenha havido interesse em desbravá-lo. Cinco anos depois do fatídico 2004, vim a tomar ciência (como refratário) de que outra miss Brasil havia sido coroada e as dúvidas persistiram, pois a rainha apresentada tinha olhos de jabuticaba e pele morena... qualidades que não condiziam com a miss Brasil que eu havia visto sendo coroada. Esta tinha pele e olhos claros e era do nordeste, a outra era do norte.

Tornei a cair na internet em busca de informações e as encontrei com mais profundidade. Nesse ponto já estava envolvido. Cheguei aos fóruns e comecei a observar; observar os comentários banais e falaciosos e a conferir a veracidade daqueles mais coerentes e profissionais.

O YouTube, serviu como luva de seda; ali fui buscando os vídeos do “arco da velha” e neles a evolução dos certames no Brasil, bem como os internacionais. Finalmente descobri a existência de grandes certames que reúnem belezas diversas em segmentos diversos. As modalidades internacionais: Universo, Mundo, Internacional, Terra, Supranacional, Globo e muitos outros; e ainda os setoriais: Internacional do Café, Continente Americano, Hispano americano e outras etecéteras mais.

Ao perceber a funcionalidade do universo-paralelo restou evidenciada o quanto a falta de informação nos empobrece, nos cega, independente do âmbito em que estejamos inseridos.

Faixa Miss Universo Brasil - confunde ao suprimir a modalidade "universo"
Fui buscar as informações, por ser naturalmente curioso, mas muitos não se integram nesta dimensão por falta de informação adequada. Até pouco tempo os próprios concursos exibiam e ainda exibem suas faixas desprovidas de informações essenciais no intuito de confundir o espectador ou, na melhorzinha das hipóteses, diminuir o segmento “oposto” – o suposto concorrente. Um pensamento insensato, posto que haveria público e valorização para todos, caso fossem expostos, disseminados com o profissionalismo necessário.

Para ilustrar, vejamos alguns nomes oficiais de concursos no Brasil:

- Miss Universo Brasil (MUB) – se autodetermina “oficial” e suprime a palavra universo que deveria estar inserido na faixa. A eleita neste segmento vai ao Miss Universe, com sede em Nova York (EUA);

- Miss Mundo Brasil (MMB) – esse tem se mostrado mais instrutivo, em 2010 suprimiu a palavra mundo, que voltou no ano seguinte. A eleita neste segmento vai ao Miss World, com sede em Londres (Inglaterra);

- Miss Terra Brasil (MTB) – este sempre deixou claro a que segmento pertence – o Brasil possui duas misses Terra (2004 e 2009 – as quais fizemos referência lá no início de nossa resenha). A eleita neste segmento vai ao Miss Earth, com sede nas Filipinas.

Simples demais é absorver as informações. Bastaria aos donatários, ao invés de ficar duelando se “o meu” segmento é o oficial, utilizar o bom senso e perceber que todos são oficiais, visto que são os tops do país em cada uma das modalidades.

E continuo a entender pouco do universo-paralelo, mas as "trevas" deixei para trás há muito tempo.

E viva a informação!!!

segunda-feira, 22 de abril de 2013

Estaria o navio do Miss Universo Brasil (MUB) a navegar por mares bravios?

Muito antigamente existia a rede Bandeirantes acompanhada pelo slogano canal do esporte. É consciente a todos, também, que o mais sensato seria: Bandeirantes – o canal do esporte paulista ou paulistano. Demais notório, o ar de revanchismo; se o Rio de Janeiro tem a Globo, São Paulo tem a Bandeirantes. Passados outros muitos e muitos anos aquela que atendia pelo nome Bandeirantes, agora sem “eira” nem o “antes”, virou Band e suprimiu-se o tal slogan – o canal do esporte (paulista ou paulistano) que “implicitou” ser do Brasil.

Miss Brasil 2003 - A Band começava bem, depois, o Caos
Dadas às novas mídias e o sucesso de programas-sucatas (esses de baixarias que o povão-deseducado tanto ama) na concorrência, a grade, gradativamente sofreu alterações ao sabor das necessidades. Efeitos da concorrência leal – espetacular! E o navio da emissora zarpou com o aval de novos ventos.

Na última década do século XX, a agora Band (já livre do slogan do esporte absoluto) emprestou sua cara a uma comissão de frente, então, recém-formada para conduzir um dos eventos mais tradicionais e saudosistas do Brasil – o Miss Brasil.

Naquela feita não nos fora dito, mas os anos nos mostraram o quão autônoma fora a relação dos promotores do miss Brasil “oficial” – então “donos” da marca Universe, no Brasil – com a “jovem” Band, agora, o canal de variedades. Evidente é que, tal casamento, da maneira como contraído e conduzido, raramente transporia a crise dos sete anos.

Pelo histórico que se constata, a Band limitou-se apenas a disponibilizar o seu sinal licenciado para a transmissão do evento, ao vivo; não demonstrou tomar partido, ou melhor, procurou não intervir no andamento de uma produção que levaria a sua cara estampada para todo esse Brasil varonil. Não interveio, até sentir-se acuada em seu próprio domínio em razão da promoção de desmandos de todo naipe, os quais, a torcida da seleção brasileira passou a assistir ao vivo, a cada realização do miss Brasil “oficial”.
Miss Brasil 2010 - eleição e despedida revela o telhado de vidro do MUB

Presenciamos de tudo um pouco. Era (ainda é) tão fácil quebrar um regulamento do miss Brasil “oficial” o quanto é difícil quebrar um ovo com um martelo. Tivemos miss casada; miss política; miss jurada no próprio concurso (seria o mesmo que você fazer a prova do concurso e presidir a banca examinadora responsável pela correção); miss em trajes menores...

2010 e 2011 foram anos emblemáticos. Ali, o iceberg demonstrou que aquela pontinha que flutua à deriva nos oceanos esconde um corpo robusto de uma montanha perigosa e gélida.

Nem precisamos ser adivinhos para deduzirmos qual o navio desatento veio a rachar o casco ao bater na crosta de gelo. Ganha um doce quem pensou no “canal do esporte”. Imediatamente, o capitão, demonstrando tino moral, correu ao convés a pedir à tripulação e aos passageiros que não entrassem em pânico, uma vez que, quem navega por águas turvas sempre se põe alerta às tormentas; é o primeiro requisito de segurança; dispunham de botes salva-vidas para todos. E nessa leva talvez tenham sido salvos até quem não merecia.

Nesse painel desgovernado criou-se uma tecla nova – a enter – para otimizar as ações a partir de então. O navio continuou a navegar mesmo com a proa em frangalhos. O grande problema pode ter sido a simples adoção de medidas paliativas, visto que a essência da tecla enter ainda seria controlada a partir do conhecimento dos antigos amadores – aqueles que permitiram a colisão da embarcação com a grande montanha gelada, enquanto o capitão dormia.

As funcionalidades da tecla enter, todos sabemos quais são; idem as suas disfunções. Em um painel de controle onde há seleções funcionais e não dispomos de uma tecla enter efetiva para acionar, a solução é apelarmos para os ratos disponíveis e assim fazer valer o comando, até que os técnicos habilitados sejam acionados para resolver o problema sem a famigerada maquiagem – palavra tão comum nesse meio – e que tem exatamente aquele significado que ficamos tentados a imaginar.

Aqueles que apostam na recuperação da Nau, agora querendo mostrar-se um Transatlântico, garantem que o tempo ainda é exíguo para se efetuar todos os reparos os quais permitirão, finalmente, voltar ao alto mar sem receios de naufrágio; por outro lado, os realistas apregoam que os reparos já foram feitos, a água continua e inundar os compartimentos internos, uma vez que os técnicos qualificados não assumiram o comando; e, talvez, nem assumirão.

domingo, 21 de abril de 2013

sábado, 20 de abril de 2013

Brasil eletivo – a politicagem e as polêmicas



O mundo das pessoas anda meio doido. As próprias pessoas são quem o torna assim. Falta pouco mais de um ano para as eleições presidencial, para deputados e senadores em nosso ensolarado Brasil, e as polêmicas apelativas e sensacionalistas pulsam como nunca.

A bola da vez é o cabo de guerra entre as bancadas religiosa dos conservadores e a dos defensores dos gays e demais “minorias”. Os programas sensacionalistas de TV aberta – aqueles que atingem a grande massa com apelos defenestrados – estão se tornando palco de embates ideológicos as vezes coerentes outras vezes difícil de suportar.

Lados antagônicos lançam ofensas não só de cunho ideológico, mas carregadas de pejo, desrespeito e segregação. Nas discussões onde se esbarram a religiosidade e a razão – ambas em muitos momentos carregadas de contradições e discursos falaciosos – não se consegue aproveitar uma única lição de sensatez.

Cada defensor equivocado procura, a qualquer custo, fazer com que as pessoas comprem suas teses como sendo a correta. Uma se diz correta por ser baseada nos ensinamentos bíblicos; a outra por ser frágil e historicamente discriminada. No entanto, ambas abusam das falácias apelativas e emocionais.

É sabido de todos que muitas intolerâncias são disseminadas em nome de uma crença, de uma religiosidade, de um deus qualquer. Muitos não conseguem dissernir que, em sendo todos criaturas de Deus, por que razão alguns seriam mais ou menos agraciados que outros? No caso da homossexualidade, os conservadores religiosos apregoam que trata-se de pessoas pecadoras e pervertidas que não conseguem conter seus impulsos demoníacos. Os homossexuais rebatem que não se trata de doença de espírito ou da carne e sim de impulsos e sentimentos naturais que acometem qualquer ser humano ou animal.

Pesquisas científicas nos dão conta de que a prática de relação homossexual é inerente a todos os animais, não só aos ditos racionais. Mas isso a ciência comprova e alguns religiosos abominam.

Frise-se que a religião em si não incita a discórdia entre os povos. A interpretação dos ensinamentos distorcida por alguns lunáticos é que a torna carrasca e faz com que pessoas se agridam e se odeiem. Guerras foram travadas em nome de Deus, sendo que Deus é exatamente o oposto.

A intolerância e a falta de respeito aos ideiais olheios são prenúncios de conflitos que raras vezes não convergem às tragédias. Não é prudente afirmarmos que ser homossexual seja uma opção pessoal, ou doença, da mesma forma que, em sendo, não cabe a ninguém querer tolher essa opção ou obrigá-los a tratamentos, quer seja pelas vias tradicionais, quer seja pela conversão religiosa. 

A opção é pessoal e somos livres. Ainda que a sexualidade seja opcional, continuamos livres. Livres para sermos cristãos católicos, evangélicos, protestantes, pentencostais, umbandistas, hinduístas, ou não sermos nada disso apenas porque optamos por não ser.

O fato de sermos cristãos ou judeus não nos dá o direito de querer que o próximo professe, necessariamente, a mesma fé. Seja a formação da família, segundo a Bíblia, a união entre um homem e uma mulher, aquela onde houver duas mulheres ou dois homens haverá de sê-lo também. O contrário não poderia ser considerado apenas porque a crença de outrem assim o determina.

A procriação depende de ambos os sexos, todavia, uma família para ser formada não depende, necessariamente, do nascimento de filhos frutos da relação de casais religiosamente unidos.

Devemos olhar para um horizonte onde uma sociedade seja formada sobre pilares fortes com segurança, saúde, educação para todos e, acima de tudo, compreensão e respeito àqueles que pensam diferentes, que ajam diferentes, desde que tais ações não firam ao próximo com a forma que lhes for peculiar para alcançar a felicidade plena.
Cada pessoa deve decidir por si mesma

Um negro, seja africano ou não, um homossexual, cumpridor das obrigações condizentes a um ser social correto é tão digno de respeito quanto é o branco, heterossexual que tenha comportamento semelhante.

São questões alvos de constantes polêmicas nas sociedades e que ainda ganharão grandes proporções, mormente em períodos eletivos, como ocorre no Brasil, atualmente. Sempre haverão políticos inescrupulosos, de ambos os lados, que fazem de discursões necessárias uma guerra pessoal em nome de dois ou três votos na urna.

sexta-feira, 19 de abril de 2013

MUB/2013 - quem trabalha sai na frente sem "queimar na largada".

Reina nos certames de beleza a crença de que há nichos miss'ológicos em determinados lugares. Alguns países da América Hispânica, como a Venezuela, Porto Rico; as Filipinas, na Ásia, e muitos outros, são considerados bem tradicionais. Havemos de crer que a tal “preferência” da qual muitos falam seja na verdade, devido ao tempo investido na preparação das aspirantes, soma-se a tradição latente em cada terra. E nem é preciso vagar pelos labirintos do mundo-paralelo para se perceber onde se trabalha mais.
Miss RS2013 - pode não ostentar beleza unânime,
mas fora eleita com tempo (DEZ12)

No Brasil também reina o paradigma das tradições-pensadas. Quando muitos afirmam que os holofotes dão preferência aos estados do sul e Minas Gerais (sim, porque do Sudeste, só MG) é, porque, queiramos ou não, eles têm feito o dever de casa ao longo dos anos. Convém não esquecermos da política que envolve o ambiente do qual nos referimos, porém, é obvio que, quem melhor se arma, maior chance terá de ganhar a “guerra”.

Nos últimos anos, outros polos vêm emergindo e os holofotes, para eles, poderão voltar-se também (em alguns já é bem notório), daí, a tal preferência, não será em razão da situação geográfica. O Estado do Amazonas, por exemplo, tem demonstrado que estar no norte ou no sul não é quesito para classificação. O Pará vem ensaiando um interesse diferenciado, embora tenha derrapado na produção de suas pupilas, em alguns aspectos, grosseiramente. O Ceará, a Bahia e o Rio Grande do Norte ainda sustentam a região nordeste diante dos holofotes.

Evidente é, que muitas ações de bastidores podem direcionar um certame. Sabe-se também que no Universo Brasil não seria diferente uma vez que o próprio Universe Organization é o condutor-mor. Em hipótese alguma é viável a eleição ou a indicação de uma candidata despreparada, somente para, a cada ano, se eleger uma representante de cada Estado da federação. No Universo Brasil isso ocorre todos os anos.

Queres lograr êxito? Então prepara tua candidata com antecedência e afinco, vai lutar pelo título e não se contente com mera figuração. O problema é quando a organização principal decide enfaixar, a qualquer custo, uma pseudocandidata a determinado Estado, apenas para levar a faixa durante o evento.

Roraima 2011 - Indicada à figuração
no MUB11
Há casos terríveis, como ocorreu no Maranhão em 2011. Até hoje duvida-se que alguém em sã consciência tenha compreendido o porquê da eleição da miss daquele ano, quando havia outras, especialmente uma das candidatas, com todas as condições de enfrentar certames nacional e internacional. Em razão disso, é compreensível e claro porque o Estado nunca elegeu uma miss Brasil, nem elegerá se assim continuar a agir. Nesse mesmo ano o estado de Roraima, nos surpreendeu com uma indicação pra lá de suspeita.

Por essas e muitas outras é preferível crer que o critério de escolha menos ruim deva convergir para a preparação nos estados, uma vez que a “organização” nacional demonstra nunca ter tido vocação para treinamento de miss Brasil. E mesmo conscientes disso, alguns estados continuam a hibernar.

Assim, ao invés de se encarar a realidade achando que o “mundo” nos persegue, seria bem mais razoável arregaçarmos as mangas e trabalharmos de verdade, sairmos do ostracismo e encararmos a todos de igual para igual.

Verdadeiramente, todos somos iguais em capacidade de aprender e competir. A diferença é, de fato, o trabalho que se desenvolveu com antecedência e as oportunidades que possamos vir a ter. É isso que revelará as diferenças e nesse contexto, os diferentes vencerão sempre, pois se prepararam melhor.

quinta-feira, 18 de abril de 2013

Aquele que recicla terá o domínio do "mundo" (ainda que não de imediato)...

temos três representantes eleitas para o miss Universo Brasil 2013 - já deveríamos ter no mínimo umas 27, mas tudo bem. Até chegar a semana que antecede ao miss Brasil, quando os últimos estaduais serão realizados (pra variar) muitas donas bonitas serão escolhidas e duas ou três belíssimas, serão preteridas. O Rio Grande do Sul e o Amazonas deram o pontapé inicial e correm contra o tempo para não encalhar quando chegarmos ao dia "D".

Miss RS 2010 - 03 misses do Top5 eleitas em sequência.
Sabemos que muitas moças, uma vez rejeitadas nos seus estados, se recusam a participar por outros ou simplesmente preferem esperar o ano seguinte para tentar de novo. É o que acontece no Rio Grande do Sul, ano após ano. Se observarmos os últimos anos, as eleitas de lá, sempre figuraram em "tops" de certames anteriores. Exemplos recentes: Bruna Jaroceski - 2010; Priscila Machado - 2011; Gabriela Markus - 2012. E isso é muito bom, mas seria bem aceitável incentivar as "topistas" a concorrer por toda a tribo tupiniquim; ganharia a candidata, os eventos, o Brasil e os admiradores de plantão.

Pois bem, já no Amazonas, por exemplo, essa máxima não se aplica. Não é perceptível nenhuma participante reincidente naquele certame; as vices de lá, simplesmente somem ou tomam outros rumos além dos limites do mundo-paralelo. E isso acontece ou por terem outros projetos, ou por não sentirem-se à vontade a concorrer em outras praças, ou na pior das hipóteses, por serem esquecidas propositalmente pelas coordenações de origem.
Jenifer Abreu - Um joia tão rara
jamais poderia ser esquecida.

Há casos explícitos que não devem ser ignorados. Em tempo não tão distante, tivemos uma bela negra em Minas Gerais esquecida em segundo lugar; outra majestade - também negra, e não menos bela - em São Paulo; outra jogada a escanteio no certame do Rio – quem acompanhou o miss Brasil nos últimos três anos sabe de quem se fala. Mais aqui, o ser negra reflete apenas mais um detalhe.

Para podermos encarar o mundo-miss como algo sério e “unobrasileiro”, um bom começo seria essas moças “preteridas” serem sondadas por outras coordenações estaduais para continuar na disputa por prêmios, coroas e faixas. Independente de onde nasceram, são brasileiras e não há motivo para a poda. E imprescindível seria, se a organização nacional do miss Universo Brasil ratificasse tal procedimento, ou melhor, desse abertura e dialogasse de fato como os estados brasileiros para arquitetar um certame mais justo.

É meio incompreensível duas ou três ótimas candidatas não poderem competir entre si em um mesmo evento, apenas por terem nascido em um mesmo estado da federação.

Os conservadores dirão: - e as “nativas” serão prejudicadas... Não serão, todas participariam. O diferencial seria a beleza e a preparação. Aqui, nem é precisaria citarmos a Gislaine Ferreira (de novo), que ficou em segundo em Minas Gerais e venceu a vencedora meses depois, no miss Brasil, representando o Tocantins. E como consolo tivemos a belíssima miss Brasil 2003 - 6º lugar no miss Universo do mesmo.

O objetivo deveria ser: sempre eleger a melhor representante para o Brasil. Isso nem de longe, exclui a região ou cidade natal da candidata. Não somos "biônicos", SOMOS BRASILEIROS.

Por fim alertamos que pairam por aí, muitas belas e competentes jovens quase prontas, a aguardar um simples aceno para despontar nos palcos do Brasil, do mundo e da vida.