O malfadado tema, “caixa de pandora” já
predispunha algo
desconexo, mas o que se viu naquele palco foi além do mais negativo presságio; tudo que vai contra o bom senso que
deve envolver um evento desse tipo, ali, aconteceu.
O mestre de cerimônia, totalmente
descartável, contribuiu
largamente para o enfeiamento do evento. Claramente, punha a si mesmo como o
apresentador, diretor de arte,
iluminação, coreógrafo e mandatário em geral, além, claro, de ressaltar as
próprias virtudes repetidas vezes e atrapalhar
a única capaz de conduzir o evento – a parceira, constantemente sufocada
pela cascata de bobagens que proferia.
Como se não bastasse, o palco, que deveria
ser de um evento, passou
a ser usado para externar desabafos de cunho pessoal. Chegou-se ao cúmulo de se
fazer a transferência, pasmem, do
“título” de coordenador estadual; assemelhando-se a transferência de título
que ocorre com as misses, anualmente; faltantes
apenas coroa e faixa de coordenador estadual.
Ali, inconvenientemente, agradeceram as
críticas, os apoios,
rasgou-se seda e transferiu-se, verbalmente o “título” de coordenador; o novo e saltitante, entrou triunfalmente no
palco, recebeu o “título”, agradeceu, exaltou a si mesmo e chorou.
![]() |
miss SE 2014 - a irada |
Defendeu-se a atitude deplorável da mal
educada miss Sergipe 2014, que, no miss Brasil envergonhou o Estado e o País ao retirar-se do palco
por não concordar com a vitória da miss Ceará. Foi obrigada a voltar ao ao vivo, e o fez de cara feia e chorosa.
Mas
ainda não era o fim.
O evento seguiu entre “abrem-se as
cortinas” e “fecham-se as cortinas” – entoados pelo dito “apresentador” que se autointitulava experiente
apresentador de TV.
Muitas candidatas, em vídeo, mostraram-se
melhores do que em fotos.
Latentes o despreparo físico e cênico da maioria, e até o Top5, o evento seguiu sem grandes surpresas, além
das já descritas; e de uma das mais bonitas – Ribeirópolis – não ter avançado ao Top5. Até qui, tudo
bem, a melhor da noite – Boquim – conseguira
passar, mas estacionou na terceira colocação.
Então, entraram em cena o “coordenador estadual
e miss que sai”. Top2
formado, o “coordenador que sai” passou a andar em volta e em círculo da dupla,
tal como um animal a marcar território e
repousou a coroa na cabeça da miss Itabaiana.
Mas
ainda não era o fim.
Foi nesse momento que ocorreu a cena
ontológica. O palco ficou
vazio; a terceira colocada voltou ao palco e enquanto cumprimentava a segunda, a “vencedora” retirou-se as pressas e sumiu
entre as cortinas (que se abrem e se fecham ao comando do apresentador
experiente); a vice, bela e visivelmente
educada, recebeu os cumprimentos em lugar da eleita.
E nada
mais fora dito.
Muita gente ficou sem entender absolutamente
nada. Mas, como se
tratava de uma “caixa de pandora”, nada mais adequado do que mostrar ao público um evento
incompreensível, regado a pessoalidade e recheado de frustrações e egos
inflados.
Em suma:
a vice e a terceira colocada foram
superiores, além da miss Ribeirópoles, que foi cortada ainda no Top10; a vencedora – a que fugiu com a coroa e
faixa – foi fraca inclusive nas resposta
e principalmente nesta. Assim, contabilizamos duas misses estaduais eleitas para
2015 sob os mesmos aspectos decepcionantes – Amazonas e agora Sergipe.
O que virá depois? Com
a palavra, a Band/Enter.