Não raras vezes surpreendo-me a
indagar o que tanto temem os “donatários” em popularizar os concursos de
miss no Brasil. Na verdade há uma conta
que não fecha com exatidão: tem-se um canal de televisão que empresta sua marca e prestígio a um
propósito pelo qual não demonstra interesse, ou mesmo apreço. Forças
controvertidas que aparecem em eterna colisão (estranho, não?), ou seja, de um lado, há a disposição em manter o
evento, do outro, uma energia já
letárgica parece anular as reações
que visam uma evolução mínima.
Conjecturamos os movimentos à
distância e formamos nossas opiniões sob a égide da subjetividade natural.
Obviamente, não estamos aptos a afirmar
com propriedade o que ocorre. Todavia, o fato de não termos a veracidade
absoluta, não anula nossa aptidão em
percebermos aquilo que de fato é: existe uma força-oculta a retrair o
dinamismo e a "fórmula" do sucesso do Miss Brasil – especialmente o Universo.
Não é de bom alvitre esquecermos que a partir de 2012 houve tímidas mudanças. Nessa mesma linha, não
neguemos que somente aqueles que tem
laços e interesses muito próximos aos concursos sabem que eles existem.
Apesar do esforço – nada retumbante –
dos atuais organizadores, pouco fora feito em prol do certame ou se aconteceram mudanças significativas,
ainda não estão passíveis de percepção.
Logo do miss Universo Brasil - mudança |
Temos dito e reiterado que mudanças,
reestruturações são dispendiosas e difíceis de serem implementadas, ademais,
ficam notórias quando tratamos de ações com proporções amazônicas – é o caso. Nesse aspecto, o esforço da Band/Enter há de ser mensurado
a um viés confiável.
Na edição do Miss Universo Brasil 2012 a emissora demonstrou pré-disposição em implementar mudanças cruciais:
1. expurgou (de certa
maneira) o amadorismo da apresentação
final. Durante anos a fio, o brasileiro admirador do evento padeceu diante de uma condução pífia e de gosto duvidoso;
2. descentralizou a
realização do evento, abrindo outras
frentes para uma publicidade maior fora de São Paulo. O Miss Brasil Itinerante tornou-se real e palpável;
3. realizou um evento
decente com créditos o suficientes para não deixar margens para se
contestar a lisura da eleição.
Mas, ainda persistem muitos
entraves:
1. ausência de um
calendário a ser seguido;
2. indefinição de quem
comanda de fato as eleições estaduais;
3. eleições demasiadamente tardia e ausência de metas claras a serem cumpridas;
4. sigilo exacerbado de ações
que deveriam ser públicas até para viabilizar mais adeptos ao concurso;
5. precariedade na
divulgação dos eventos nos estados. Idem o nacional;
6. coordenações disformes,
ou seja, cada Estado elege sua representante, confecciona faixa e coroa distintas,
ao bel prazer, como se fossem competir
em um certame distinto; e
7. falhas e pequenas falhas
ao infinito...
Desse modo, nós, os leigos, continuamos a vagar no túnel
escuro da miss’ologia brasileira: como entender a Band que detém os direitos sobre um evento tão nobre e pouco faz
para divulgá-lo ao grande público? O que o torna tão ruinoso ao ponto de não fazer parte da grade da emissora?
Continuamos na dúvida até que “eles” resolvam revelar os segredos – que talvez nem sejam tão escabrosos assim.

Continuamos na dúvida até que “eles” resolvam revelar os segredos – que talvez nem sejam tão escabrosos assim.